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Ideias e aprendizagens do Games for Health Europe

O poder dos jogos está no jogar. É o que nos coloca no presente e que nos faz olhar para o futuro.

Isabel Azevedo

Os noboxianos voaram até Eindhoven para participar na 9th Games for Health Europe Conference. Na mochila a missão de:

  1. recolher tendências e ideias para novos jogos e abordagens que tornem a aprendizagem mais eficaz, motivadora e divertida;
  2. partilhar um jogo de liderança criado pela nobox.

Os jogos podem ser muito mais do que uma atividade lúdica que fazemos para nos distrair no tempo livre. Eles são experiências que estimulam a atenção e o foco, o pensamento crítico, a resolução de problemas, a criatividade e a reflexão. O poder dos jogos está no jogar. É o que nos coloca no presente e que nos faz olhar para o futuro.

Aplicável à saúde? Acreditamos que sim!

Nesta conferência tivemos a oportunidade de o constatar, pelo que ouvimos e pelo que experienciámos.

Os jogos estão presentes em temas como tornar a educação mais motivadora e eficaz, campanhas de prevenção em saúde pública, lidar com a depressão juvenil, conectar pessoas e lutar contra o isolamento, envelhecer em atividade e com diversão.

Vimos jogos muito simples que podem ser jogados em poucos minutos - quick games – para treinar competências específicas, como por exemplo a execução de procedimentos em urgência, ou jogos mais sofisticados combinando realidade virtual, eye tracking e programação complexa para criar avatares que simulam reações emocionais de doentes ou medir reações a situações de stress.

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Experimentámos um escape room, um formato de jogo comum muito usado para trabalho em equipa, aqui desenhado para descobrir informação sobre o doente em contexto de consulta. Uma abordagem lúdica e eficaz centrada no doente, em que o trabalho de equipa é essencial para conseguir responder a questões essenciais para além do óbvio.

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Mas fomos lá tentar mostrar também o que por aqui fazemos. No painel dedicado à Formação e Educação partilhámos o Patient Uprising, um jogo de liderança que desenvolvemos para a Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA) em 2018. Curiosas as reações, com perguntas muito centradas na motivação dos profissionais para este tipo de temáticas - Porque é que médicos especialistas em anestesiologia querem desenvolver competências de liderança? Como é que os motivaram a participar? Está de parabéns a SPA pela sua visão inovadora em perceber que os médicos têm de ter um papel ativo na liderança da saúde, e promover o desenvolvimento de capacidades neste domínio.

Vamos continuar neste caminho, trazendo novas modalidades de jogos para desenvolver competências e também para tornar os ambientes de trabalho nas equipas de saúde mais estimulantes. Acreditamos que os jogos podem ser cada vez mais orientados para a relação com o doente e contar com a participação do doente. Queremos usar os jogos para promover a colaboração interprofissional. Vamos querer contar com a colaboração dos profissionais e doentes na criação dos jogos, para que estes vão ao encontro dos seus problemas.

E, claro, vamos também lançar um Escape Room à maneira nobox. Podem contar com isso!

Até breve! :)

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Reflexão à hora da cerveja…

Isabel Azevedo

Consultora em comunicação e gestão de mudança