Pode parecer apenas diversão, mas as nossas soluções gamificadas têm muita ciência por trás.
Sabrina Rufino
Hoje, abrimos o jogo sobre as bases metodológicas que sustentam as nossas soluções, focando-nos em dois pilares fundamentais no desenho de novas experiências: o Design da Curiosidade e o Ajuste de Dificuldade.
A regra de ouro: Começar pelo mistério
O nosso cérebro detesta a rotina e presta imediatamente atenção quando algo quebra os padrões normais e previsíveis. Por isso, nos nossos produtos, se queremos apresentar uma nova terapêutica, uma nova guideline ou testar conhecimento, nunca damos a resposta de mão beijada.
Em vez disso, lançamos um caso clínico complexo e por resolver. Criamos uma autêntica "Caixa Mistério", ativando a imprevisibilidade e a curiosidade dos profissionais de saúde (1). Neste cenário imersivo, a nova terapêutica, o exame ou a informação esquecida não é apenas mais um fármaco ou protocolo a memorizar, é a peça que faltava para resolver o puzzle!
O Ajuste de Dificuldade
O equilíbrio perfeito: A Teoria do "Flow"
Criar bons desafios (e boas experiências gamificadas) é, no fundo, desenhar "obstáculos desnecessários que tentamos superar de forma voluntária" (2)(3). Mas para as nossas soluções serem envolventes e clinicamente relevantes, temos de dominar o estado de "Flow", um conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi (4).
O segredo está no match perfeito entre a dificuldade do caso clínico e o nível de skills (competências) de quem o está a resolver:
É por isso que, por trás dos nossos produtos, a complexidade escala de forma progressiva. Se a dificuldade aumentar à medida que as competências do utilizador evoluem, garantimos o respeito pela experiência do profissional e mantemo-lo focado num estado de aprendizagem e descoberta contínua (4).
E é por não descuramos estes pilares, que nos nossos eventos ninguém pára, nem se lembra das distrações do dia-a-dia, como o telemóvel
Para nós, inovar na saúde tem tudo a ver com aliar a ciência ao design de comportamento:
Referências Bibliográficas:
Sabrina Rufino
Clinical Game Designer